Nota:  Resumo  do Boletim n. 2

 


A Santa Casa da Misericórdia de Braga dedica particular atenção à Infância e à Terceira Idade. Nas suas diversas valências tem comunidades de Crianças e comunidades de Idosos que, além de o serem, às vezes também são doentes.

É impossível a vida em comunidade sem um mínimo de regras, que hão-de ser aceites por todos e por todos respeitadas.

Que seria de nós se não houvesse, por exemplo, o Código da Estrada? E o que sucede quando esse Código não é respeitado?

Uma comunidade sem regras é a comunidade do salve-se quem puder. É a comunidade do que o que interessa é que eu esteja bem e os outros que se arranjem. É a comunidade do vale tudo menos tirar olhos. É a comunidade da prevalência dos interesses do indivíduo sobre o interesse geral. É a comunidade da lei do egoísmo e do domínio do mais forte.

Uma comunidade sem regras é uma comunidade onde ninguém se entende.

Mas que adianta haver regras se não são cumpridas? Mas que adianta haver regras se eu reivindico uma situação de privilegiado ou de excepção? Que adianta haver regras se eu actuo como se as regras fossem para todos menos para mim?

Uma comunidade de adultos exige que todos dêem mostras de que são capazes de viverem em sociedade. E numa comunidade de crianças exige-se que estas mesmas sejam educadas para a sociabilidade.

A vida em comunidade exige de cada um dos seus membros a consciência de que os outros também existem. De que os outros têm uma dignidade que lhes deve ser respeitada.

De que os outros são iguais a mim em dignidade e em direitos. De que os seres humanos são como os dedos das mãos: todos são dedos, todos pertencem à mesma mão, mas todos são diferentes uns dos outros.

A vida em comunidade exige de mim que aceite e respeite os outros como seres iguais e diferentes. Que eu proponha livremente as minhas opiniões e a minha maneira de pensar mas sem nunca as impor aos outros. Que eu aceite que os outros tenham gostos diferentes, tenham um feitio diferente, defendam uma solução diferente para os mesmos problemas.

A vida em comunidade exige de mim que procure construir a unidade mas sem a confundir com uniformidade. Que construa a unidade respeitando sempre a legítima diversidade.

A vida em comunidade exige também a prática da solidariedade. Porque o outro também existe, devo preocupar-me com ele, com o seu bem-estar, com o seu sossego, com o seu direito ao descanso.

Diz-se que uma mão lava a outra. E a vida em comunidade há-de provocar em mim, muitas vezes, esta interrogação: que posso e devo fazer para que os outros se sintam melhor?

Silva Araújo



sua Remodelação

A Santa Casa da Misericórdia levou a efeito a remodelação da sua Farmácia Social, com o intuito de proporcionar um serviço de qualidade, cuja preocupação tem sido a fidelização dos c1ientes/utentes.

Tendo em atenção esta condição, e não esquecendo que a Farmácia é a valência da Santa Casa que co-financia as restantes valências da Instituição, que são deficitárias, procedeu-se à actualização das suas instalações tanto a nível de estrutura como a nível de equipamentos.

No plano estrutural, iniciaram-se as obras pela área de atendimento ao público, passando este a ser feito, temporariamente, num espaço interior preparado para isso,

A reformulação total desta área, teve incidência ao nível da logística do espaço, da instalação de um sistema de som, do ar condicionado e da parte eléctrica. Além destas reformulações, procedeu-se à aquisição de um novo equipamento informático, que vai permitir uma gestão mais eficaz das actuais necessidades específicas da Farmácia.

De forma a ser fornecida uma imagem mais atractiva e actual, permitindo uma melhor exposição e uma conservação mais eficaz dos produtos comercializados, foram adquiridos novos móveis de exposição.

O Gabinete da Directora Técnica também sofreu uma reformulação, assim como o Armazém, que se concentrou numa única área, de forma a facilitar o normal funcionamento da Farmácia e uma gestão de stocks mais eficaz.

Além destas reformulações, foi criado o Gabinete do Utente para uma melhor privacidade no seu atendimento e/ou aconselhamento.

Concluída a primeira fase das obras, que duraram aproximadamente cinco meses, o atendimento ao público passa a ser feito nas instalações remodeladas.

Iniciou-se a 2° fase das obras, que constaram da remodelação da secretaria, laboratório de manipulados, vestiários e quartos de banho.

O laboratório foi apetrechado com novos equipamentos e respectiva informatização.

Criou-se um espaço para sala de reuniões/formação, assim como uma zona de arquivo.

E, em Janeiro de 2007 tinha-se a nova imagem da farmácia.

Valeu a pena. Estamos conscientes que com as inovações que introduzimos, contribuiremos para um serviço mais eficaz e proporcionaremos aos nossos clientes um atendimento cada vez melhor.

Vítor Corais


A importância do encontro de gerações

ste tipo de encontro é de extrema importância para crianças e idosos, pois permite a colaboração entre comunidades diferentes que visam a partilha de interesses e saberes.

Os 'dosos sao seres dotados de uma experiência de vida digna de respeito e este é um valor que se tem vindo a perder de geração em geraçao.

Nas civiliz8ções mais antigas os idosos eram tidos como donos de uma experiência e sabedoria únicas, eram cuidados como tesouros até ao seu fim e tidos como lideres para o seu povo e importantes pilares de formação para as gerações mais jovens. Ainda hoje, nos povos menos atingidos pelo desenvolvimento, isto de verifica. Infelizmente na nossa sociedade o valor dos idosos é esquecido e nunca, ou quase nunca, cultivado.

Com este tipo de iniciativas, procuramos contribuir, por um lado, para a formação das nossas crianças, para que um dia se tornem cidadãos conscientes, fomentando o contacto com grupos sociais diversos, ncutindo-Ihes comportamentos como respeito, solidariedade e sensibilidade. É através do contacto e relaçao com os outros que a criança constrói a sua identidade e o seu carácter. Por outro lado, os mais idosos podem usufruir da companhia das crianças, da sua alegria, partilhar as suas brincadeiras e dar-lhes o carinho especial que só os que têm uma longa experiência de vida conseguem proporcionar.

Luciana Lopes

Encontro de Reis

Creche Rainha D. Leonor



Comemoração do Dia do Idoso

No âmbito das comemorações do Dia do Idoso, a Câmara Municipal de Braga organizou, em conjunto com as Juntas de Freguesia e Instituições de Solidariedade Social, no passado dia 7 de Outubro, uma ida à Quinta da Malafaia com os idosos do município.

Desta maneira, a Misericórdia de Braga decidiu participar nesta iniciativa acompanhando um grupo de idosos e funcionárias da Instituição. A Câmara disponibilizou um autocarro que às 8h30 da manhã de sábado os transportou para o local do evento. Este seguiu pela freguesia de Tadim para que os idosos desta freguesia pudessem participar também. Durante o percurso, os nossos idosos conjuntamente com os de Tadim rezaram o terço para que a viagem se efectuasse sem sobressaltos.

Chegados à Quinta da Malafaia o ambiente era de festa, mas antes do almoço foi celebrada uma missa, ao que se seguiu um discurso efectuado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.

Depois do almoço, a animação foi muita e variada, contando com a presença de vários ranchos folclóricos, cantares ao desafio, cabeçudos, vários grupos de música ao vivo, marchas, etc. A animação decorreu até às 17hOO da tarde.

Por volta das 17h30 regressámos a Braga. O ambiente era de satisfação e felicidade entre os idosos, mas também de algum cansaço pelo dia tão preenchido que tiveram. Ficou a promessa que para o ano a iniciativa se voltará a repetir!

Ana Margarida Silva


Comemoração do Dia do Idoso

No âmbito das comemorações do Dia do Idoso, a Câmara Municipal de Braga organizou, em conjunto com as Juntas de Freguesia e Instituições de Solidariedade Social, no passado dia 7 de Outubro, uma ida à Quinta da Malafaia com os idosos do município.

Desta maneira, a Misericórdia de Braga decidiu participar nesta iniciativa acompanhando um grupo de idosos e funcionárias da Instituição. A Câmara disponibilizou um autocarro que às 8h30 da manhã de sábado os transportou para o local do evento. Este seguiu pela freguesia de Tadim para que os idosos desta freguesia pudessem participar também. Durante o percurso, os nossos idosos conjuntamente com os de Tadim rezaram o terço para que a viagem se efectuasse sem sobressaltos.

Chegados à Quinta da Malafaia o ambiente era de festa, mas antes do almoço foi celebrada uma missa, ao que se seguiu um discurso efectuado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.

Depois do almoço, a animação foi muita e variada, contando com a presença de vários ranchos folclóricos, cantares ao desafio, cabeçudos, vários grupos de música ao vivo, marchas, etc. A animação decorreu até às 17hOO da tarde.

Por volta das 17h30 regressámos a Braga. O ambiente era de satisfação e felicidade entre os idosos, mas também de algum cansaço pelo dia tão preenchido que tiveram. Ficou a promessa que para o ano a iniciativa se voltará a repetir!

Ana Margarida Silva


Magusto / Natal / Reis

No dia de São Martinho, dia 11 de Novembro, foi organizada pela Técnica uma festa de Magusto no Lar. Durante três semanas decorreram os ensaios de uma peça de teatro, representada pelos utentes, relativa à Lenda de São Martinho, assim como à leitura de algumas quadras alusivas à época, destinadas ao dia da festa. Depois desta, foi organizado um lanche convívio com todos os utentes para comer as castanhas de São Martinho.

Encontro de São Martinho

A festa de Natal começou com uma celebração eucarística, seguida de um almoço convívio com utentes, funcionárias e direcção da Misericórdia de Braga. Depois, foi representada pelos utentes uma peça de teatro, "A Criação", foram recitados também alguns poemas e quadras alusivas à época, assim como entoadas algumas canções alusivas. A festa foi organizada e preparada com um mês de antecedência pelos utentes e a Técnica. O Lar foi todo decorado com motivos natalícios.

Depois do Natal, procedeu-se logo de seguida aos ensaios para o Canto dos Reis. Seleccionaram-se várias canções de Reis, muitas delas sugeridas pelos próprios utentes, que foram trabalhadas e ensaiadas durante duas semanas. Estas canções foram entoadas e acompanhadas por alguns instrumentos, como pandeiretas, ferrinhos e tambor. Visitámos o Centro de Dia, a Creche Rainha Dona Leonor, o Lar Nevarte Gulbenkian e o Lar D. Diogo de Sousa, da Misericórdia de Braga, para lhes cantar os Reis.

No dia 17 de Janeiro, no sentido de promovermos o intercâmbio entre idosos de diferentes Instituições, fomos cantar os Reis à Misericórdia de Vila Verde.

Todas estas actividades tiveram um impacto muito positivo, dinamizando totalmente a vida dos utentes na Instituição, para além de servírem para uma melhor compreensão do significado de cada um dos momentos festivos. O facto de as funcionárias participarem activamente na preparação e até mesmo na dinamização de cada um destes momentos festivos, acabou por ser muito favorável no sentido de uma optimização da relação entre utentes e funcionárias.

Ana Margarida Silva


Encontro

de Máscaras

A Santa Casa da Misericórdia de Braga, organizou na passada segunda-feira, dia 19 de Fevereiro, nas instalações do Lar Nossa Senhora da Misericórdia, o I Encontro de Máscaras. O encontro contou com a participação de vários Lares: a Misericórdia de Vila Verde; a Misericórdia de Braga; o Centro Social Padre David de Oliveira Martins; o Centro Social e Cultural de Santo Adrião e o Centro de Dia Nossa Senhora da Misericórdia.

Cada Instituição fez o seu desfile de Carnaval sobre várias temáticas, em que a principal era "As Flores", A tarde foi de grande animação e convívio entre os vários participantes, acabando esta com um lanche para todos. O prémio para melhor desfile acabou por ser atribuído ao Centro Social Padre David de Oliveira Martins que desfilou sobre a temática "As Profissões".

O sucesso deste encontro foi evidente e com a promessa de se voltar a repetir, pois o intercâmbio entre idosos de diferentes instituições, além de fomentar momentos de convívio entre todos, é também crucial no processo de socialização do utente, que ao ser institucionalizado vê-se, por vezes, privado do contacto com outros membros da comunidade.

Ana Margarida Silva


Formação Contínua no Contexto de Trabalho

No passado dia 15 de Novembro, estiveram presentes no Lar Nossa Senhora da Misericórdia catorze funcionárias para assistirem e participarem na sessão de formação e esclarecimento "Direitos, Princípios e Valores do Cuidar".

Esta sessão foi administrada pela Técnica da Instituição e por uma Técnica convidada, Susana Martinho. A Técnica convidada começou por apresentar e especificar os princípios e valores em que deve assentar o cuidar do outro neste tipo de Instituições para Idosos. Foram esclarecidos um a um, os valores e princípios fundamentais que devem estar presentes no dia-a-dia desta Instituição. Foram também exemplificadas situações, onde podemos pôr em prática estes princípios e valores.

Acabado este esclarecimento, a Técnica da Instituição apresentou os Direitos dos utentes, e explicou que as funcionárias são agentes importantes, no que diz respeito a assegurar-lhes o seu exercício. A institucionalização não retira à pessoa idosa a capacidade de exercício dos seus direitos; deve antes alertar-nos para a sua importância. Foram entregues a cada uma das funcionárias os direitos das pessoas idosas, segundo as Nações Unidas.

Depois de esclarecidos todos os direitos, princípios e valores que devem estar consagrados neste tipo de Instituição, a Técnica da Instituição apresentou quatro casos fictícios e pediu que as funcionárias identificassem que valores, princípios e direitos estariam a ser violados em cada um. De facto, as funcionárias mostraram-se muito empenhadas neste trabalho de grupo e prontificaram-se de imediato a apresentar as respostas para cada um dos casos.

\\\\\\\\\\

formação Contínua

É de salientar e felicitar a postura e empenho das funcionárias nesta sessão e a forma como aceitaram a formação recebida.

A acção de formação causou um impacto muito positivo junto de todas as funcionárias. De facto, é fundamental possibilitar-lhes uma formação contínua no contexto de trabalho de forma a incentivá-Ias e motivá-Ias para uma melhor prestação dos seus serviços.

Esta temática revelou-se crucial, pois a opção de viver numa Instituição pode retirar aos utentes a capacidade destes exercerem plenamente os seus direitos, sendo estes muitas vezes subjugados ao estereótipo da sua condição de idoso. Tornou-se essencial esclarecer e relembrar estes princípios, valores e direitos no tratamento do idoso e que na rotina diária do Lar, por vezes, podem ser esquecidos.

Ana Margarida Silva


Actividades

Pedagógicas

"Na escola dos meus sonhos cada criança é uma jóia única no teatro da existência, mais importante que todo o dinheiro do mundo" (Augusto Cury)

Após um período de adaptação aos novos espaços, materiais e humanos que respondiam aos apelos de carinho, as crianças da Creche Rainha Santa Isabel estão prontas para a aquisição de novos conhecimentos, novas experiências. Serão estas experiências e estes conhecimentos os elementos essenciais para um desenvolvimento global e harmonioso.

Tendo como objectivo esse desenvolvimento, foram planificadas actividades de acordo com as idades, interesses e necessidades de cada criança.

Uma das actividades planificadas esteve relacionada com a estação do Outono e algumas das suas características. As crianças das salas 3, 4 e 5 fizeram uma árvore do Outono utilizando as mãos para cobrir com tinta castanha as folhas das árvores.

As crianças das salas 7,8 e 9, como já têm mais idade foram ao exterior observar as árvores e apanharam folhas do chão. Com essas folhas fizeram colagens, carimbagem, decalque e outras actividades.

Ainda relacionado com a estação do Outono, demos a conhecer alguns frutos do Outono entre eles a castanha. Com elas, as crianças fizeram também alguns trabalhos, nomeadamente, pintura, carimbagem, e aprenderam também a canção do castanheira e outras.

Para festejar oS. Martinho, as crianças enfeitaram coroas com castanhas que colocaram na cabeça no momento do lanche em que foram servidas castanhas cozidas.

A festa do Natal foi vivida com grande entusiasmo. As crianças participaram no enfeite das salas enquanto aprendiam canções de Natal e faziam também algumas actividades relacionadas com a época. Com o mesmo entusiasmo participaram na elaboração da prenda surpresa para os pais.

Para festejar o Natal, foi organizado um lanche especial com muita alegria e boa disposição onde o Pai Natal esteve presente para distribuir algumas prendas pelas crianças. Para encerrar as festas natalícias, as crianças aprenderam algumas canções e foram cantar os Reis aos Serviços Administrativos e ao Lar D.Diogo. Com a festa do Natal encerrámos o Primeiro Período.

Fazendo uma pequena análise do desenvolvimento das crianças durante este período, verificámos que os níveis de satisfação são bastante elevados. Desde o gatinhar ao primeiro passo, desde o balbucio ao tagarelar, à aquisição da marcha, ou, à passagem da holofrase para a frase que expressa o que desejam, tudo são acontecimentos únicos no desenvolvimento de cada criança. A tudo isto assistimos orgulhosas por termos contribuído de uma forma tão significativa para o crescimento e felicidade destas crianças.

Teresa Ricardo




" Rainha D. Leonor lal

D. Leonor

IU/!/J/Jlillilll1


D. Rosa Ferreira

Lar Nossa Senhora da Misericórdia

D. Rosa Ferreira tem uns "frescos" 90 anos. Nasceu na freguesia de Adaúfe, Braga, onde se casou e constituiu família. Esta utente é a mais antiga da Instituição. Foi admitida em 26 de Junho de 1980, estando por isso há 26 anos neste Lar. Após a sua viuvez, sentiu necessidade de recorrer aos serviços desta Instituição no sentido de salvaguardar a sua velhice, uma vez que os seus filhos tinham vidas ocupadas pelo trabalho. Apesar da sua limitação moderada ao nível da locomoção, visto se encontrar numa cadeira de rodas, esta é uma das utentes mais exigentes no que diz respeito ao seu auto-cuidado. De forma simpática gosta de falar da sua vida, dos seus filhos e entretém-se a ver televisão e a rezar o terço, que não sai das suas mãos o dia inteiro.

D. Erminda Dias Faria Lar O. Oiogo de Sousa

D. Erminda Dias Faria é natural da freguesia de Escudeiros, Braga. É uma das utentes mais activas da Instituição e um exemplo para todos. Com 84 anos e com a ajuda de duas

canadianas para caminhar, todos os dias sai do Lar de manhã para tomar o seu "cafezinho". Se o dia não está tão convidativo para sair, a tristeza desta utente fica estampada no seu rosto. Nos seus tempos livres entretém-se a fazer as suas bonecas de trapos, que carinhosamente distribui por todos os utentes, familiares e colaboradoras da Instituição. Gosta também muito de cuidar das suas plantas,' que rega diariamente. No período da tarde, e sempre que lhe é solicitado, participa activamente e com entusiasmo nas actividades desenvolvidas no Lar. Desta maneira, esta utente vai mostrando que através da manutenção de pequenas actividades da vida diária se pode contrariar o próprio processo de envelhecimento.

D. Maria Alíde Alves de Azevedo Silva Lar Nevarte Gulbenkian

D. Maria Alíde demonstra na sua história de vida uma alegria de viver assinalável. Viúva e com 89 anos, sentiu necessidade de recorrer a esta instituição, no sentido de prevenir alguns problemas decorrentes da idade avançada. Assim, é com satisfação que diariamente sai do Lar para passear pela cidade de Braga ou visitar a sua família. Detentora de uma grande vivacidade, gosta de ensinar os cânticos que aprendeu na aldeia onde foi criada e encontra­ se sempre disponivel quando convidada para participar em alguma actividade no Lar. Da Instituição, segundo a utente, merecem especial destaque os funcionários, que considera serem atenciosos, simpáticos e muito educados.

Ana Margarida Silva




No dia 12 de Janeiro de 2007 realizou-se, na Misericórdia de Amares, a eleição para o Secretariado Regional de Braga da União das Misericórdias, com a maioria dos Provedores presentes e também do Senhor Presidente do Secretariado Nacional eleito, Dr. Manuel de Lemos, e do Secretário Dr. Rui Rebelo.

Após a eleição para o triénio 2007 - 2009 o Secretariado Regional ficou assim constituído: Presidente, Misericórdia de Braga, representada pelo Provedor Dr. Bernardo Reis; 1.° Secretário, Misericórdia de Fafe, Prof. Manuel Barros; e 2.0 Secretário, Misericórdia de Esposende, Prof.a Dr". Maria Emília Vilarinho.

Na continuidade da primeira publicação "Misericórdia de Braga", teve lugar no Salão Nobre da Misericórdia a apresentação pública da Revista n.o 2, no dia 23 de Fevereiro de 2007, pelo Senhor Prof. Doutor Armando Malheiro, Faculdade de Letras, Universidade do Porto (FLUP).

A cerimónia foi muito concorrida, servindo para demonstrar a adesão cultural a estes eventos promovidos pela Instituição, que contribuem para valorizar e dar a conhecer o seu património.

Após sete anos de obras 2000 - 2007, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Braga, realizou em 25 de Março de 2007 a cerimónia religiosa em comemoração da conclusão da recuperação, restauro e conservação da Igreja do Hospital de S. Marcos.

Como habitualmente teve lugar no dia 29 de Março de 2007, o concerto das Solenidades da Semana Santa, este ano na Igreja do Hospital de S. Marcos, com a actuação do Grupo de Câmara do Porto e Quinteto de Cordas, sob a direcção do Organista Paulo Alvim.

Foi criado o Grupo Coral do Lar Nevarte Gulbenkian com o objectivo de estimular e incentivar o convívio entre os utentes e do qual fazem parte D. Maria Alíde, D. Maria Fernanda, D. Maria de Jesus, Sr. Adriano, D. Lúcia, D. Esmeralda Neves, D. Esmeralda Cruz e D. Fernanda Soares.

Aproxima-se a realização do VIII Congresso Nacional das Misericórdias, a ter lugar em Braga entre os dias 31 de Maio e 2 de Junho de 2007, assumindo a Misericórdia de Braga o Secretariado Executivo. Subordinado ao tema" Misericórdias:

Modernidade e Boas Práticas", incluirá diversos painéis, com a intervenção de conferencistas de renome nacional:

Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém Roseira, Hernâni Lopes, Vítor Melícias e Torres Campos, além de outros.

A Sessão de Abertura é presidida pelo Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, em representação do Primeiro Ministro, e a de encerramento pelo Presidente da República.

Ao evento presidiu o Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge da Costa Ortiga, honrando-nos com as suas presenças o Senhor Arcebispo Emérito, D. Eurico Dias Nogueira, o Presidente e Secretário Geral do Secretariado Nacional da União das Misericórdias, Drs. Manuel de Lemos e Rui Rebelo, a Senhora Vereadora Dr". Palmira Maciel, em representação do Senhor Presidente da Câmara, autoridades civis e religiosas, muitas irmãs e irmãos e numerosos fiéis.

Aproveitou-se a ocasião para benzer uma imagem do Beato Bartolomeu dos Mártires, que foi um dos grandes vultos da Igreja bracarense e do Concílio de Trento, como Arcebispo Primaz de Braga e que contribuiu para o desenvolvimento e projecção da Misericórdia de Braga.

As obras realizadas no Altar-Mor permitiram dar espeCial destaque ao mausoléu de mármore vindo de Itália e encomendado por D. Rodrigo de Moura Telles, que contem as relíquias de São João Marcos, possivelmente trazidas da Terra Santa, no seco XII e no tempo das cruzadas, por D. Gualdim Pais, Mestre Templário.